Curso Bovespa

Curso sobre a bolsa de valores

6 passos para investir na Bolsa de Valores

6 Passos para você saber o que é preciso para começar a aplicar em ações.

 
 

Passo 1:O que é preciso para começar a aplicar em ações

Muitos acreditam que para poder aplicar na bolsa é preciso possuir grandes volumes financeiros e ainda ter acesso a complexos relatórios fundamentalistas, ou possuir muito tempo para acompanhar o mercado. Completo engano de iniciante, pois a possibilidade de altos retornos fornecida pelo investimento em ações é destinada a qualquer valor financeiro, de aplicações de milhões, a 200 reais, e com o conhecimento da análise gráfica (também conhecida como análise técnica) o investidor consegue identificar pontos de compra e venda sem ter que acompanhar o mercado e sem a necessidade de receber relatórios interpretativos, e em alguns casos suspeitos.

Mercado Fracionário

Com a existência do mercado fracionário, onde as ações das empresas são negociadas em quantidades reduzidas, já que no lote padrão as mesmas são negociadas, geralmente, em lotes de 100 ações. Com isso uma empresa com ação cotada a 30 reais, possui lote padrão com valor em R$3.000,00, no entanto quem quiser aplicar 300 reais nessa ação poderá comprar 10 ações do lote fracionário.

Custos de corretagem

A taxa de corretagem é a taxa paga à corretora por intermediar uma ordem de compra ou venda de ações. Alguns iniciantes acreditam que a taxa de corretagem é tabelada, e calculada de acordo com a antiga tabela Bovespa utilizada por muitas corretoras, a qual é a mais cara praticada pelo mercado e se baseia em uma fórmula com taxa variável e taxa fixa. Atualmente são encontradas cobranças de apenas taxas de corretagem fixa de 10 reais por ordem, ou apenas baixas taxas variáveis como de 0,3% sobre o valor operado.

Forma de Análise

Para se conseguir escolher as melhores empresas e comprar e vender em bons momentos não é preciso ter uma equipe de analistas ou ter acesso a informações privilegiadas. Com o advento da informática e a divulgação de gráficos das ações, temos acesso a todas as ferramentas necessárias para analisar graficamente as melhores ações e qual o melhor momento de comprar e vender essa ação.

Tempo de Aprendizado

É certo que ao iniciar a aplicar em ações, o investidor provavelmente obterá mais perdas do que ganhos, pois um período de aprendizado é extremamente necessário. Com isso o simulador de ações é a melhor ferramenta para adquirir experiência sem auferir prejuízo.

Passo 2: os principais erros do investidor amador em ações

Principais erros do investidor amador em ações

Quem inicia a operar no mercado de ações costuma a cometer certos erros constantemente verificados. Explicado principalmente pela psicologia, esses erros necessitam ser identificados e controlados, para que, após evitá-los, se consiga resultados positivos e constantes.

Os principais erros são:

  1. falta de humildade – o operador lê dois livros de análise gráfica e acha que já sabe tudo;
  2. excesso de otimismo e falta de disciplina – considera que, com toda a certeza, a operação será lucrativa e não utiliza o stop;
  3. sem metodologia – mudanças constantes na forma de operar e dos indicadores utilizados;
  4. informações em excesso e o viés de confirmação – o investidor procura ter conhecimento de todos os dados disponíveis, onde os mesmos geram muita confusão. Há também o viés de apenas reconhecer as informações que estariam de acordo com seu entendimento
  5. compra na alta e venda na baixa – atraído pela euforia do mercado a compra é efetuada, e apenas após consecutivas quedas, e contagiado pelo pânico, a venda com grande prejuízo é realizada.

O investidor que queira obter lucros significativos e constantes e apenas pequenos prejuízos esporádicos, necessita de certo período de aprendizado, definir sua metodologia, operar de acordo com apenas o que vê no gráfico, e aplicar a máxima da análise técnica que é, maximizar o lucro e minimizar o prejuízo, localizando sempre, de acordo com a análise gráfica, os melhores pontos de entrada e saída.

Passo 3: análise fundamentalista ou análise gráfica para investir em ações?

 

Análise fundamentalista ou análise gráfica para investir em ações?

Em um investimento em ações as duas principais teorias utilizadas para selecionar os ativos para compor uma carteira de investimento são: a análise fundamentalista e a análise gráfica.

A análise fundamentalista considera os fundamentos de uma empresa, com base em interpretação de dados e indicadores disponibilizados e considerados como verdadeiros. Tais interpretações são controvérsias e dificilmente conseguem prever o comportamento dos preços dos ativos.

A analise gráfica, por sua vez, considera que todos os fatores necessários estão representados nos gráficos, na medida em que este traduz o comportamento do mercado (fundamentalistas, insiders, amadores etc) e avaliam, a partir dos gráficos, a participação desses investidores que influenciam na formação dos preços.

Na teoria fundamentalista, além do investidor não possuir o “timing” da operação, ele não consegue aproveitar o “zig zag” constante das ações, muito menos se prevenir de fortes realizações.

Já a Análise Gráfica, além de identificar ações sobrecompradas (com preços muito elevados) e sobrevendidas (preços muito depreciados), ela nos dá o timing correto para efetuar uma ordem. Mas para isso é preciso a quem está efetuando a Análise, que tenha conhecimento suficiente para exercer tal atividade. Contudo, apesar da existência de regras claras e objetivas, a aplicação da análise técnica também envolve certo nível de experiência adquirido com muito estudo e através de cursos, onde o aluno conseguirá absorver a experiência toda a experiência do professor.

Passos 4: ações são mesmo para o longo prazo?

 

Investir em ações é realmente para o longo prazo?

Muitos analistas recomendam, ao investidor, se posicionar em ações em muitos anos, pois no longo prazo obterá lucro. Essa recomendação é no mínimo perigosa, visto que o passado nos mostra que se o investidor entrar em um momento errado, tal lucro poderá demorar mais de 5 anos ou até não ocorrer em muitos exemplos de ações.

A análise gráfica nos mostra, através do Ibovespa (carteira teórica com as ações mais negociadas na Bovespa) que as ações se movimentam em um canal de alta, que por sua vez rebatem entre a linha de tendência de alta (LTA) e sua paralela. Com isso, se o preço está na paralela do canal, ele tenderá a buscar a LTA, e logo sofrerá fortes desvalorizações.

Além das linhas de tendências, são disponibilizadas outras ferramentas, como a média móvel simples de 200 períodos (linha azul do gráfico), esta que serve de suporte ou resistência, em tendências de alta e baixa respectivamente.

Contudo podemos operar comprado ou vendido (ou pelo menos fora do mercado), conforme o momento do Ibovespa indicado pela análise gráfica.

Passo 5: preço médio… certo ou errado?

 

Preço Médio: Certo ou Errado?

Muitos adeptos da filosofia “buy and hold”, isto é comprar e segurar uma ação por pelo menos alguns anos, utilizam a estratégia de continuar comprando uma ação assim que ela esteja em uma tendência de baixa, executando o chamado preço médio.

Conforme o preço da ação cai o investidor continua a cobrar, conseguindo assim um “preço médio” menor.

Abaixo exemplifico a estratégia com um caso real a partir do investimento periódico efetuado uma vez por mês em uma ação da maior fabricante brasileiro de computadores.

preco-medio

Quantidade Total……………………1000 ações
Gasto Total…………………………R$21.585,00
Preço médio da ação…………………..R$21,58

grafico

Os mesmos R$21.585 gastos nas 1.000 ações da POSI3, aplicados em um rendimento de alta liquidez como uma LFT ou mesmo um fundo DI resultaria nesse período a um valor total de R$23.743. Suponhamos que a 3,56 ocorre uma reversão da tendência com por exmplo, a ocorrência de um pivot. Ao utilizar esse valor para comprar as mesmas ações a 3,56, consegue-se adquirir não só 1.000 ações, mas 6.700 ações.

Preço médio…………………..1000 ações
Compra única………………….6700 ações

Em caso de valorização da ação para R$20,00, o praticante da técnica do preço médio, detentor de apenas 1000 ações terá R$20.000,00, ainda em prejuízo.

Quem aguardou o final da tendência de baixa da ação e conseguiu comprar 6700 ações a partir do mesmo capital terá R$134.000,00, um lucro de R$112.415,00 (mais de 400%).

Resultado com uma valorização hipotética para R$20,00:

Preço médio……………………- R$1.585,00
Compra única………………..R$ 112.415,00

E como identificar a reversão de preço? Como saber se o ativo está em tendência de alta ou baixa? As respostas a essas questões são respondidas pela Análise Gráfica.

Exemplo ocorrido com as ações do Banco do Brasil de Pivot de Alta (após queda de 1993 a 2000) identificado pela Análise Gráfica e sua posterior valorização dos preços (2001 a 2007):

alta

Passo 6: mitos do day trade

 

Principais mitos relacionados com o day trade

Day trade consiste em uma operação iniciada e encerrada no mesmo dia (compra e venda ou venda e compra). O intuito desta estratégia é aproveitar a grande volatilidade presente no mercado de ações. Nessa operação os riscos são menores (não existência de gaps de abertura e stop mais curto) e há maior potencial de retorno (possibilidade de alavancagem sem juros e independência em relação à tendência).

Mitos

  1. Não é vantajoso para o investidor, apenas para a corretora: a grande maioria efetua operações sem grande conhecimento da Análise Técnica e de suas particularidades do intra-day. Realmente quem operar por dicas ou notícias, obterá fortes prejuízos no longo prazo e será vantajoso apenas para a corretora, ao contrário de quem opera com base gráfica e na experiência obtida através da Análise Técnica.
  2. É estressante, pois é preciso operar várias vezes, e ficar o dia todo de frente para o computador: na verdade o melhor jeito de operar no Day Trade é utilizar uma boa técnica metodológica, onde se pretende operar uma única vez, conseguindo acompanhar a volatilidade ocorrida durante o pregão. Esta volatilidade é conseguida, na maioria das vezes, nas primeiras 2 horas, e com isso, o investidor obtém uma alta rentabilidade, com pouca operação, e em 1 ou 2 horas.
  3. Só se consegue ganhar na alta: muitos investidores não sabem, mas quando a operação é caracterizada como Day Trade (iniciada e encerrada no mesmo dia), é permitido também iniciar uma operação vendido, ou seja, com uma venda em vez de uma compra (onde se pretende ganhar com a queda), sem custos adicionais (taxa de aluguel e, em alguns casos, corretagem adicional) como em outras operações vendidas de longo prazo.

Vantagens

Uma das vantagens é aproveitar a grande volatilidade do mercado de ações e a oportunidade proporcionada pelas corretoras de operar alavancado, onde uma variação de 1% em uma operação de Day Trade poderá significar 4% de lucro. Independência quanto à tendência do mercado é outra característica dessa modalidade, visto que há a opção de operar vendido. Operação também considerada menos arriscada, pois nas variações diárias há o risco de fortes gaps, além do que o stop no Day Trade é, consideravelmente, mais curto, além do lucro ser apurado diariamente. Com isso, o investidor especializado em Day Trade, tem a vantagem de dormir mais tranqüilo, e nunca ser pego de surpresa como em fortes realizações ou crises. Isso sem afetar sua rentabilidade, esta alavancada, e com a possibilidade de aumentá-la de acordo com a quantidade de operações efetuadas em cada pregão.

Peculiaridades

Muitos investidores tentam utilizar certos recursos na tentativa de obter sucesso, como: livro de ofertas, jornais, dicas, relatórios, “achômetro”, caiu muito vou comprar, e vice-versa, sites, fóruns, o índice está subindo, vou comprar, e vice-versa. Estratégias essas perdedoras e que no longo prazo levarão o investidor à falência. A melhor ferramenta para este mercado é a Análise Gráfica, porém seu uso no mercado intra-diário é totalmente peculiar, e apresenta muitas diferenças da Análise efetuada em gráficos diários e semanais. Um bom método para operar neste mercado proporcionará ao investidor uma ótima relação risco retorno, e com isso, altos lucros apurados constantemente.

Principais ferramentas gráficas para o day trade

  • Periodicidade de 1 minuto;
  • Gap gerado no preço do leilão de abertura (preço definido pelos amadores);
  • Mudança da tendência de curto prazo;
  • Candlestick importantes em candles de 1 minuto;
  • Suporte e Resistência no Day Trade;
  • O uso dos números do Ponto Pivot;
  • Principais figuras do intraday;
  • Utilização das médias móveis no intraday;
  • Fugas das Bandas de Bollinger;
  • Zonas de reversões nas bandas superior e inferior de Keltner no intraday;
  • Tripla divergência no IFR;
  • Fibonacci
  • e Ondas de Elliot para o Day Trade.

Agradecimentos ao autor Leandro Martins.